Autoconsumo solar: o que é, regras, quanto custa e quanto poupa

Resposta curta: autoconsumo é produzir, com painéis solares, a eletricidade que a sua casa, empresa ou exploração agrícola gasta, no próprio local. A instalação chama-se UPAC (unidade de produção para autoconsumo) e segue o Decreto-Lei n.º 15/2022. Recomendamos o autoconsumo com inversor híbrido e bateria: guarda o que sobra ao meio-dia para o fim do dia e a noite e, num apagão, a casa passa automaticamente para as baterias. Como referência, o nosso sistema com 10 painéis e bateria de 15,36 kWh custa 8 990 € com IVA, chave na mão, e numa casa que gasta 8 000 kWh por ano estima-se uma poupança de cerca de 1 325 € no 1.º ano.

Atualizado a 26-10-2026 · JP Solar Solutions, entidade instaladora EI n.º 3369, com o técnico responsável Mickael Antunes, DGEG 89244.

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    Nesta página: o que é · com ou sem bateria · regras de 800 W a 1 MW · registo · quanto custa · quanto poupa · apoios · perguntas frequentes

    O que é o autoconsumo de energia

    No autoconsumo, a eletricidade é produzida onde se gasta. Os painéis produzem de dia, o inversor converte essa energia para a instalação da casa e o que a casa usa no momento deixa de ser comprado à rede. Cada kWh autoconsumido poupa o preço completo do kWh da fatura: a energia produzida e usada no local não paga o acesso às redes. A instalação mantém a ligação à rede: o que falta compra-se como hoje.

    A lei chama UPAC à instalação de produção para autoconsumo. O Decreto-Lei n.º 15/2022 prevê o autoconsumo individual, o de uma casa, empresa ou exploração, e também o autoconsumo coletivo e as comunidades de energia renovável, em que vários consumidores partilham a produção. Nesta página tratamos o autoconsumo individual, que é o que instalamos todos os dias.

    Vista aérea de uma instalação de autoconsumo de 8,8 kWp em Vila Nova de Foz Côa
    Instalação de 8,8 kWp em Vila Nova de Foz Côa, uma das obras que já fizemos.

    Autoconsumo com bateria e sem bateria

    O que decide o valor de um sistema de autoconsumo é quanto da produção a casa consegue usar. No perfil oficial de consumo das casas que gastam até 7 140 kWh por ano (E-REDES, 2026), só 36 % do consumo acontece entre as 9h e as 17h, quando os painéis produzem mais. O resto da produção, sem bateria, sai da casa.

    Sem bateria (inversor de rede) Com inversor híbrido e bateria
    Energia que sobra ao meio-dia Vai para a rede ou, se a injeção estiver limitada, não é aproveitada Fica guardada na bateria, até à sua capacidade
    Ao fim do dia e à noite Compra-se tudo à rede Usa-se a energia guardada
    Num apagão O sistema desliga-se, mesmo com sol A casa passa automaticamente para as baterias e os painéis
    Crescer depois Juntar bateria pode obrigar a trocar o inversor ou a juntar um segundo equipamento Juntam-se módulos de bateria

    Por isso recomendamos inversor híbrido com bateria em todos os sistemas novos, sobretudo quando há pouco consumo de dia ou se quer backup. As contas e os casos em que a bateria faz mais diferença estão em autoconsumo com bateria: quando compensa guardar o excedente; quantos kWh escolher, em bateria solar: preço e quantos kWh.

    Para baixar o investimento sem tirar a bateria: com tarifa bi-horária, a bateria pode ser dimensionada só para aguentar até às 22h00, quando começa o vazio no ciclo diário; o resto da noite compra-se mais barato (explicamos em bateria mais pequena com bi-horária). Quem quer mais horas num corte de rede escolhe mais módulos: veja quantas horas aguenta a bateria num apagão.

    Regras do autoconsumo: o que a lei pede, de 800 W a 1 MW

    O procedimento depende da potência da UPAC. Na redação do Decreto-Lei n.º 130/2026, em vigor desde 28 de agosto de 2026, o artigo 11.º do Decreto-Lei n.º 15/2022 fica assim:

    Potência da UPAC O que a lei exige
    Até 800 W, sem injeção na rede Isenção de controlo prévio
    Até 30 kW (incluindo até 800 W com injeção) Mera comunicação prévia à DGEG
    Acima de 30 kW e até 1 MW Registo prévio e certificado de exploração
    Acima de 1 MW Licença de produção e licença de exploração

    Três regras que contam numa casa ou numa empresa:

    Os prazos, os documentos e os custos de registo, patamar a patamar, estão em UPAC em 2026: registo e licenciamento. Para um kit de varanda de 800 W, veja kit solar plug and play: vale a pena?

    Registo da UPAC: quem trata e o que muda na fatura

    Numa instalação chave na mão, o procedimento é nosso: preparamos o esquema unifilar e o termo de responsabilidade, submetemos a comunicação prévia ou o registo na DGEG e acompanhamos o contador. Segundo a E-REDES, acima de 4 kW é preciso contador totalizador; está incluído no preço de referência. Acima de 30 kW, o comprovativo do registo prévio é o que habilita a montar: antes dele não se monta nada, e só sai depois do prazo de 30 dias que a DGEG tem para recusar. Nos Açores, o procedimento corre na administração regional da energia e também o tratamos.

    Na fatura, o que a casa autoconsome deixa de aparecer como energia comprada. Ter painéis não obriga a mudar a potência contratada. Com painéis, recomendamos a tarifa bi-horária ou a tri-horária: o consumo da rede passa a ser sobretudo à noite.

    Quanto custa um sistema de autoconsumo

    O nosso sistema de referência tem 10 painéis de 585 Wp (5,85 kWp), inversor híbrido Deye de 6 kW e uma bateria Blue Carbon de 15,36 kWh. Custa 8 990 € com IVA, chave na mão, em condições padrão, no Centro e Norte (preço de referência a 16-10-2026). Inclui o equipamento, a estrutura, a montagem com equipa própria, as proteções, a monitorização, o procedimento na DGEG e o contador totalizador. O detalhe, linha a linha, e o que pode ficar de fora estão em quanto custam painéis solares com bateria em 2026. Se recebeu uma proposta da EDP, veja como comparar a proposta de painéis solares da EDP.

    Quanto poupa o autoconsumo e em quanto tempo se paga

    Fizemos a conta para o sistema de referência de 8 990 € com IVA, numa casa do continente. É uma estimativa feita a 26-10-2026, não uma promessa:

    Consumo da casa por ano Poupança no 1.º ano Retorno a preços de hoje Com subida de 2,3 % por ano e excedente vendido a 0,04 €/kWh
    6 000 kWh 1 032–1 048 € 9,2 anos cerca de 7,5 anos
    8 000 kWh 1 310–1 330 € 7,2 anos cerca de 6,3 anos
    10 000 kWh (10,35 kVA) 1 503–1 534 € 6,2 anos cerca de 5,7 anos

    Pode pagar-se em 4 anos? Depende de cada caso. Sem apoios, os 4 anos não aparecem nestes cenários: com os preços a subir e o excedente vendido, uma casa de 8 000 a 10 000 kWh por ano paga o sistema em cerca de 6 anos. Pode pagar-se a partir de cerca de 4 anos quando há um apoio a fundo perdido de cerca de metade do investimento. A 26-10-2026 não há apoio aberto para painéis em casas no continente (estado dos apoios). As contas estão em pode pagar-se em 4 anos? Três cenários.

    Pressupostos, em resumo: produção do PVGIS de 8 782 kWh por ano para 5,85 kWp em Penalva do Castelo, virados a sul; perfis oficiais de consumo da E-REDES; tarifa regulada simples da ERSE a 6,9 kVA, de 0,1711 €/kWh sem IVA desde 1 de outubro de 2026; perda dos painéis e da bateria ao longo dos anos; sem manutenção, seguros nem custo do dinheiro. A lista completa está em pressupostos do cálculo. Na proposta, a conta faz-se com a sua fatura.

    O que acontece à energia que sobra

    Com bateria, o que sobra ao meio-dia carrega-a primeiro. Quando a bateria enche, o excedente segue para a rede, se a instalação puder injetar. Só é pago com contrato com um comercializador ou um agregador, e o valor não é o da tarifa de compra: nas nossas contas usamos 0,04 €/kWh. Como se faz o contrato e quanto se recebe está em vender o excedente de energia solar.

    Apoios ao autoconsumo em 2026

    Estado a 26-10-2026, com a fonte de cada linha:

    O estado de cada programa, atualizado, está em apoios a painéis solares em 2026. Quer saber se tem direito? Envie-nos a fatura e dizemos-lhe. Se houver apoio para o seu caso, preparamos e submetemos a candidatura por si, sem custo para si.

    Autoconsumo em casa, na empresa, na agricultura e sem rede

    Chave na mão ou só o material: escolha

    Chave na mão, connosco: estudo com a sua fatura, visita técnica gratuita, equipamento, montagem com equipa própria, procedimento na DGEG e acompanhamento. Peça o estudo.

    Prefere só o material? Se é instalador ou já tem quem instale, os kits com bateria, os painéis, os inversores Deye e as baterias Blue Carbon vendem-se na nossa loja online, a Solceller, com preço publicado e envio para Portugal continental. Acima de 800 W, a instalação continua a ter de ser feita por entidade instaladora ou técnico responsável.

    Perguntas frequentes

    O que é o autoconsumo de energia?

    É produzir, com painéis solares, a eletricidade que se gasta no próprio local. O que a casa usa no momento deixa de ser comprado à rede; o que falta continua a vir da rede. Com bateria, o que sobra de dia fica guardado para o fim do dia e a noite.

    O que é uma UPAC?

    É a unidade de produção para autoconsumo: os painéis, o inversor e, quando existe, a bateria, ligados à instalação de uma casa, empresa ou exploração. Está regulada pelo Decreto-Lei n.º 15/2022, na redação do Decreto-Lei n.º 130/2026.

    Preciso de licença para ter painéis solares em autoconsumo?

    Até 800 W sem injeção na rede há isenção de controlo prévio. Até 30 kW, incluindo até 800 W com injeção, basta a mera comunicação prévia à DGEG; acima de 30 kW e até 1 MW, registo prévio e certificado de exploração. Numa instalação chave na mão, o procedimento é nosso.

    Autoconsumo com ou sem bateria?

    Recomendamos com bateria em todos os sistemas novos, sobretudo quando há pouco consumo de dia ou se quer backup. Sem bateria, o que a casa não usa no momento sai para a rede e, num apagão, o sistema desliga-se. Com inversor híbrido e bateria, a casa passa automaticamente para as baterias.

    Quanto custa um sistema de autoconsumo?

    O nosso sistema de referência, com 10 painéis de 585 Wp, inversor híbrido Deye de 6 kW e bateria Blue Carbon de 15,36 kWh, custa 8 990 € com IVA, chave na mão, em condições padrão, no Centro e Norte (preço de referência a 16-10-2026). Com outra dimensão, o preço sai na proposta.

    Posso vender a energia que sobra?

    Pode, com contrato com um comercializador ou um agregador, e desde que a UPAC não esteja isenta de controlo prévio. O valor não é o da tarifa de compra: nas nossas contas usamos 0,04 €/kWh.

    Há apoios ao autoconsumo em 2026?

    A 26-10-2026, o Fundo Ambiental não tem nenhum formulário aberto e não encontrámos aviso para particulares no continente. Na agricultura há o aviso AAC n.º 04/2026 do IFAP, por ordem de submissão até se esgotar a verba de cada grupo, e para empresas em zonas rurais há avisos LEADER. Envie-nos a fatura e dizemos-lhe se tem direito.

    Peça o estudo do seu sistema de autoconsumo

    A JP Solar Solutions projeta e instala autoconsumo com bateria, backup e carregadores de carro elétrico, com equipa própria a partir de Esmolfe, Penalva do Castelo, no Centro e Norte, e nos Açores. Alvará IMPIC 112765. Credenciais DGEG: EI n.º 3369 e TR Mickael Antunes, DGEG 89244. Envie-nos a sua fatura, e o resto vê-se na visita técnica.

    Pedir o estudo no formulário curto ou usar o pedido de orçamento completo — Mickael · 928 063 925 · geral@jpsolarsolutions.pt · veja também quem somos e contactos.

    Fontes