Energia Solar e Autoconsumo

Solar com backup: o que funciona quando falta a luz

Com inversor híbrido e baterias, numa falha de rede a casa toda passa automaticamente para as baterias e os painéis

Com inversor híbrido e baterias, o sistema de backup fotovoltaico pode ser geral: num apagão, a casa toda continua com energia e a passagem é automática. Sem inversor híbrido e baterias não há backup, porque um sistema fotovoltaico comum desliga-se quando a rede falha — é uma exigência de segurança que o próprio inversor cumpre, não um defeito. Este artigo explica porquê, como funciona o backup e como se dimensiona.

Orçamento para solar com backup

Inversor híbrido e baterias dimensionados para a sua casa, com passagem automática para as baterias num apagão. Orçamento gratuito, feito a partir da sua fatura de luz.







    Porque é que os painéis não dão luz durante um apagão

    Um inversor ligado à rede trabalha em paralelo com ela e usa-a como referência de tensão e de frequência; quando a rede desaparece, tem de deixar de energizar a instalação e separar-se. A razão é a segurança de terceiros: se a produção continuasse a injetar, um troço que o operador considera desligado ficaria com tensão, e quem lá trabalha conta com uma linha morta.

    Chama-se anti-ilhamento, e é uma função do equipamento, não uma opção do instalador. Daí que ter só painéis não dê energia num apagão: sem inversor híbrido e baterias, o sistema fica parado até a rede voltar.

    Anti-ilhamento: o que a regulamentação e as normas exigem

    O autoconsumo é enquadrado pelo Decreto-Lei n.º 15/2022, de 14 de janeiro, complementado pelo Regulamento Técnico e de Qualidade (Despacho n.º 4/2020) e pela regulamentação da ERSE. A DGEG só inscreve um inversor na sua bolsa de equipamentos com declaração de conformidade para a IEC 62109-1 e uma norma de interligação (DIN VDE 0126-1-1, EN 50438 ou VDE-AR-N 4105), mais o Regulamento (UE) 2016/631; e a ficha técnica exigida declara o regime de funcionamento — síncrono, ilha ou misto. Operar em ilha é característica do equipamento, não acessório.

    A prevenção de ilhamento tem norma de ensaio própria, a IEC 62116:2014, que fixa o procedimento para avaliar as medidas automáticas de prevenção de ilhamento em inversores ligados à rede. Já a EN 50549-1:2019, que estabelece os requisitos das instalações em paralelo com a rede em baixa tensão, exclui do seu âmbito a operação em ilha, intencional ou não, quando nenhuma parte da rede de distribuição está envolvida: a norma da ligação não governa o circuito isolado que o backup alimenta.

    Quanto às proteções, a E-REDES refere que o Despacho n.º 30/2018 da DGEG dispensa a proteção de interligação e a homopolar em unidades até 250 kW com inversores da lista da DGEG; considera-a, ainda assim, «a solução técnica mais adequada» e deixa ao titular o ónus de comprovar que o equipamento a tem.

    Como funciona o backup fotovoltaico

    O inversor híbrido e a saída de backup

    O inversor híbrido tem uma saída de backup. Que marcas recomendamos, e porquê, está em melhor inversor híbrido: marcas e modelos. O manual da série Deye SUN-3.6K a 10K-SG05LP1-EU-AM2-P, a série a que pertence o SUN-6K que instalamos, tem três blocos de terminais — «Grid», «Load» e «GEN» — e é o «Load» que continua alimentado quando a rede cai, com disjuntor de corte separado de cada lado (40 A recomendados nos modelos de 3,6 a 6 kW). Com rede presente, a passagem direta rede-saída chega a 35 A no modelo de 5 kW; sem rede, o teto passa a ser o inversor — 5 000 W nominais e 5 500 VA máximos, com pico, em modo ilha, do dobro da nominal durante 10 segundos.

    Uma bateria com potência, e não apenas energia

    A ficha da bateria Blue Carbon de 51,2 V e 100 Ah declara 5 120 Wh e 50 A contínuos (carga e descarga). Os kWh indicam a energia armazenada; a corrente de descarga limita a potência que pode ser fornecida em cada momento. Pelas nossas contas (50 A × 51,2 V), um módulo fornece cerca de 2,56 kW em corrente contínua, antes das perdas de conversão. Por isso dimensionamos as baterias pela potência que a casa pede, e não só pela energia: dois módulos somam 100 A, cerca de 5,1 kW, dentro dos 135 A que o Deye de 6 kW aceita da bateria (segundo a ficha da Deye). Como se escolhem a capacidade e a potência da bateria está no guia de baterias para painéis solares.

    Backup da casa toda

    Com inversor híbrido e baterias, o backup pode ser geral: a saída de backup alimenta a casa toda, e não apenas um quadro de cargas essenciais. Se preferir, também pode ficar limitado a circuitos escolhidos. O que se dimensiona é a potência dos equipamentos que trabalham ao mesmo tempo, os arranques dos motores e a descarga das baterias.

    Passagem automática e segurança elétrica

    A passagem para as baterias é automática: o inversor separa a casa da rede pública, para não a alimentar, e passa a alimentá-la em modo ilha. Na instalação definimos o esquema de fase, neutro e terra para o modo ilha, verificamos os diferenciais, ensaiamos a passagem e sinalizamos a alimentação alternativa no quadro. Desligar o geral da rede não garante que a casa ficou sem tensão se o backup estiver ativo. Não é uma adaptação para fazer por conta própria no quadro elétrico.

    Tempo de passagem

    A passagem é automática e rápida. No manual da Deye, o «Backup Delay» é o tempo até o inversor voltar a fornecer energia depois de a rede cair, com 3 ms como exemplo. Para iluminação, frigorífico, router e alarme, chega. Quando um aparelho não pode sofrer qualquer interrupção — servidor, equipamento clínico — junta-se uma UPS dedicada a jusante.

    Que equipamentos podem funcionar durante um apagão?

    Com backup geral, a casa toda continua com energia. O que se dimensiona é a potência pedida ao mesmo tempo, incluindo arranques, face ao que o inversor e as baterias fornecem sem rede. Numa habitação monofásica com 6,9 kVA contratados, um híbrido de 6 kW alimenta a casa toda, com as baterias dimensionadas para essa potência. No Deye SUN-6K citado, a saída em backup declara 6 000 W nominais, 6 600 VA máximos e 28,7 A máximos a 230 V; são limites distintos dos 40 A de passagem da rede para a carga quando há rede. Iluminação, frigorífico, router e tomadas funcionam sem preocupação; nas cargas seguintes, o projeto conta com a potência e os arranques:

    • Resistências. Termoacumulador, forno, placa, secador de roupa consomem a potência inteira todo o tempo em que trabalham. Um termoacumulador de 3 kW pede mais do que os cerca de 2,56 kW contínuos de um módulo (cálculo nosso): em backup, precisa de dois módulos ou do de 15,36 kWh, e gasta cerca de 3 kWh por cada hora ligado. Sobre o equipamento das águas quentes, veja a comparação entre bomba de calor e esquentador.
    • Motores com arranque exigente. Bombas de furo, compressores de frio, máquinas de oficina: o que dimensiona é a corrente de arranque, não a potência de chapa, e a margem declarada em modo ilha é o dobro da nominal durante 10 segundos. Fora dessa janela, o inversor corta. Em oficinas, comércio e indústria, estes arranques verificam-se caso a caso no projeto de autoconsumo para empresas ou de autoconsumo para explorações agrícolas.
    • Ar condicionado. O manual da Deye pede 2 a 3 minutos de espera no reinício, para equilibrar o gás refrigerante; essa temporização configura-se no aparelho.

    Autonomia: como se dimensiona

    A autonomia depende da energia útil das baterias e da potência média das cargas usadas durante o corte. Com um módulo Blue Carbon de 5,12 kWh e a profundidade de descarga até 80 % declarada pelo fabricante, a capacidade útil aproxima-se de 4,1 kWh: cerca de 10 horas com uma média de 400 W, cerca de 2 horas com 2 000 W. São ordens de grandeza por módulo, tiradas da ficha do fabricante; com mais módulos, a autonomia aumenta na mesma proporção.

    Com sol, os painéis continuam a produzir e a recarregar as baterias durante o apagão, o que estende a autonomia. Dimensionamos para o caso mais exigente: noite, inverno, céu encoberto.

    O que fica garantido no projeto

    • A casa toda com energia. Backup geral, com passagem automática para as baterias e regresso automático à rede.
    • A autonomia escolhida. A capacidade das baterias escolhe-se para as horas que quer cobrir sem sol; com sol, os painéis recarregam-nas.
    • Sistemas existentes avaliados. Se já tem painéis ou bateria, verificamos se o inversor tem saída de backup e, se não tiver, propomos o inversor híbrido adequado.
    • Gerador, se fizer sentido. Para falhas longas com cargas pesadas, o inversor tem porta «GEN» para juntar um gerador.

    Perguntas frequentes

    Se faltar a luz, os painéis solares continuam a dar energia?

    Para o backup geral que instalamos, usamos inversor híbrido e baterias. Uma instalação comum, ligada à rede, desliga-se quando a rede falha, por segurança — veja porque é que os painéis deixam de dar energia num apagão. Com inversor híbrido e baterias, a casa passa automaticamente para as baterias e, de dia, os painéis continuam a produzir e a recarregá-las.

    O backup solar pode alimentar a casa toda?

    Sim. Na nossa solução de backup geral, ligamos a casa toda à saída de backup do inversor híbrido; a passagem para as baterias é automática. Dimensionamos o inversor e as baterias para os equipamentos que usa ao mesmo tempo, incluindo os arranques de bombas, da placa e do ar condicionado.

    Quanto tempo aguenta a bateria num apagão?

    Depende da capacidade das baterias e do que ficar ligado durante o corte. A autonomia é a energia guardada nas baterias a dividir pelo consumo médio durante o corte; com sol, os painéis recarregam-nas e prolongam-na. Diga-nos que equipamentos quer manter ligados e durante quantas horas, e escolhemos a capacidade. Veja também quando compensa guardar o excedente solar numa bateria.

    Já tenho painéis solares: posso acrescentar bateria e backup?

    Em muitos casos, sim. Pode obrigar a trocar o inversor por um híbrido ou a juntar um segundo equipamento. Verificamos o modelo do inversor existente, as baterias compatíveis e o quadro elétrico; para começar, envie uma fotografia da etiqueta do inversor e uma fatura de eletricidade. Os caminhos, conforme o inversor que já tem, estão em acrescentar bateria a painéis solares já instalados.

    A passagem para o backup é automática?

    Sim. Quando a rede falha, o inversor híbrido separa a casa da rede pública e passa automaticamente para as baterias e os painéis; quando a rede volta, a casa volta a ligar-se a ela sozinha. A passagem é automática e rápida — o manual da Deye prevê um atraso configurável, com 3 ms como exemplo — e, para um aparelho que não admite qualquer interrupção, como um servidor, junta-se uma UPS.

    Peça um orçamento gratuito

    A JP Solar Solutions projeta e instala autoconsumo, armazenamento e sistemas com backup no Centro e Norte, com equipa técnica própria a partir de Esmolfe, Penalva do Castelo. Instalamos, por exemplo, em Viseu, na Guarda, em Lamego e no Douro Sul e em Seia e na Serra da Estrela. Alvará IMPIC 112765. Credenciais DGEG: EI n.º 3369 e TR Mickael Antunes DGEG 89244. Fazemos backup geral, com passagem automática, com inversor híbrido e baterias dimensionados para a sua casa: para começar basta uma fatura, e o resto vê-se na visita técnica. O preço de referência de um sistema com inversor híbrido e bateria, que é o que permite o backup, está em quanto custam painéis solares com bateria em 2026.

    Pedir uma proposta com backup ou deixar o contacto no formulário curto — Mickael · 928 063 925 · geral@jpsolarsolutions.pt

    Fontes

    Partilhar: