Resposta curta: o inversor híbrido converte a energia dos painéis, carrega e descarrega a bateria e gere a troca com a rede, tudo no mesmo aparelho.
Com baterias e o quadro ligado à saída de backup, numa falha de rede passa a casa automaticamente para as baterias e os painéis, e a casa volta à rede sozinha. Escolhe-se pela ligação da casa, pelos aparelhos que trabalham ao mesmo tempo e pela bateria. É o que recomendamos em todos os sistemas novos: no sistema de referência, um Deye de 6 kW com bateria Blue Carbon de 15,36 kWh.
Atualizado a 19 de outubro de 2026.
Que inversor híbrido para a sua casa?
Escolhemos a potência, a ligação monofásica ou trifásica e a bateria pelos seus consumos. Orçamento gratuito, feito a partir da sua fatura de luz.
Como escolher um inversor híbrido
- A ligação da casa é monofásica ou trifásica? Em regra, o inversor acompanha-a (monofásico ou trifásico).
- Que aparelhos trabalham ao mesmo tempo? A potência do inversor escolhe-se por eles, com os arranques dos motores (que potência escolher).
- Quantos painéis? Escolhem-se pelo consumo anual (as duas potências de um sistema).
- Que bateria? Compatível com o inversor e com potência suficiente, não só com kWh (bateria e compatibilidade).
- Quer backup da casa toda? Pede baterias e o quadro ligado à saída de backup (a saída de backup).
- Quem trata do registo? O inversor entra no procedimento da UPAC na DGEG, que tratamos nós (registo e regras).
Como funciona um inversor híbrido, por dentro
Os painéis produzem corrente contínua; a casa e a rede usam corrente alternada. O inversor converte uma na outra, e o híbrido gere também uma bateria. Por isso tem mais ligações: segundo o manual, o Deye de 6 kW tem cinco ligações de energia.
| Ligação | Para que serve |
|---|---|
| Entrada dos painéis | Dois seguidores do ponto de máxima potência (MPPT), um por fileira de painéis: cada um ajusta a tensão para os seus painéis darem o máximo. |
| Bateria | Uma entrada para bateria de 40 a 60 V (as chamadas de baixa tensão): carrega com o que sobra e descarrega quando os painéis não chegam. |
| Rede («Grid») | Traz da rede o que falta e, se estiver configurado, entrega-lhe o excedente. |
| Saída de backup («Load») | Alimenta os circuitos ligados a ela. Com baterias, quando a rede cai, passam automaticamente para elas e para os painéis. |
| Gerador («GEN») | Recebe um gerador ou alimenta um aparelho que o inversor liga sozinho quando sobra produção. |
O que decide a cada instante
O inversor decide, a cada momento, se a energia dos painéis vai para o consumo, para a bateria ou para a rede, e quando a bateria descarrega. Na instalação programa-se, por exemplo:
- Entregar o excedente à rede, depois de servir a casa e carregar a bateria. Vendê-lo exige contrato com um comercializador ou um agregador.
- Não injetar: com um transformador de corrente ou um contador, o inversor mede o que iria para a rede e reduz a produção.
- Horários de carga da bateria a partir da rede, por exemplo nas horas de vazio de uma tarifa bi-horária, e de descarga para a casa. Com painéis, recomendamos tarifa bi-horária ou tri-horária: veja a melhor tarifa com painéis solares.
Limitar a injeção não dispensa o procedimento na DGEG: a isenção de controlo prévio só existe até 800 W, numa instalação que exclua a injeção.
Se tem ou vai ter carro elétrico, o carregador de carro elétrico entra no mesmo projeto e, quando o equipamento o permite, carrega com o excedente.
Fica ligado de dia e de noite: não é um inversor de rede
Um inversor de rede, em regra, para quando não há sol. O híbrido com bateria fica a trabalhar de dia e de noite: à noite alimenta a casa a partir da bateria e, quando a bateria já não tem energia disponível, a casa passa a consumir da rede. Um híbrido com o ecrã ligado à noite, sem produção, está a funcionar como deve.
Híbrido, normal (de rede) ou isolado: as diferenças
Na prática, os inversores para painéis solares dividem-se em três famílias. Os microinversores, para este efeito, são inversores de rede.
| Ponto | De rede («normal») | Híbrido | Isolado da rede |
|---|---|---|---|
| Ligação à rede pública | Sim | Sim | Não injeta na rede |
| Bateria | Não gere; para a juntar, troca-se o inversor ou junta-se um segundo equipamento | Gere-a no mesmo equipamento | Precisa dela para haver energia sem sol |
| Numa falha de rede | Desliga-se, por segurança, mesmo com sol | Com baterias e o quadro ligado à saída de backup, passa a casa automaticamente para as baterias e os painéis | Não depende da rede |
| À noite | Consome da rede | Da bateria e, depois, da rede | Da bateria |
| Sobra ao meio-dia | Vai para a rede ou é limitada, conforme a configuração | Carrega a bateria; o resto vai para a rede ou não é produzido, conforme a configuração | Com a bateria cheia, a produção fica limitada ao consumo |
O inversor de rede é obrigado a desligar-se quando a rede falha; não é avaria. Chama-se anti-ilhamento e protege quem trabalha na linha; explicamos porque os painéis desligam num apagão. O isolado serve locais sem rede pública. O híbrido junta, num único equipamento, a ligação à rede, a bateria e a passagem automática para as baterias: por isso, nos sistemas novos, recomendamos inversor híbrido com bateria.
Inversor-carregador: nem tudo o que se vende como «híbrido» o é
Há aparelhos vendidos como «híbridos» que são inversores isolados com um carregador: têm entradas para painéis e bateria e uma entrada para a rede ou um gerador, mas usam essa entrada só para carregar a bateria e alimentar a casa, sem entregar energia à rede. Chamam-se inversores-carregadores. Um híbrido, pelo contrário, trabalha em paralelo com a rede.
Antes de escolher, confirme na ficha que o aparelho trabalha ligado à rede e indica as normas de ligação à rede e a proteção anti-ilhamento; a ficha do Deye de 6 kW indica, por exemplo, a EN 50549 e essa proteção. Numa instalação ligada à rede, a entidade instaladora tem de assegurar que o inversor e as parametrizações estão conformes (veja registo e regras).
Inversor híbrido: vantagens e desvantagens
A favor:
- Um só equipamento para os painéis, a bateria, a casa e a rede, com um ecrã e acompanhamento por Wi-Fi.
- Guarda o que sobra de dia para a noite, em vez de o entregar à rede, onde tende a valer menos por kWh do que a eletricidade que compra.
- Backup automático: com baterias e o quadro ligado à saída de backup, a casa passa sozinha para as baterias numa falha de rede.
- Programa-se: horários de carga e descarga da bateria (a ficha da Deye indica seis períodos).
- A bateria pode crescer: a ficha da Deye admite várias baterias em paralelo, dentro dos limites do inversor.
Contra:
- Custa mais à partida do que um sistema só com inversor de rede, porque leva bateria.
- Sem bateria, perde o que o distingue: liga-se, mas não guarda o excedente nem dá backup.
- A bateria tem de ser compatível: a ficha da Deye fixa a tensão da bateria (de 40 a 60 V, no de 6 kW) e a corrente máxima; confirma-se antes de comprar (veja bateria e compatibilidade).
Pesados os prós e os contras, mantemos a recomendação: veja porque não o recomendamos sem bateria.
Monofásico ou trifásico
Em regra, o inversor acompanha a ligação da casa: monofásico numa casa monofásica, trifásico numa trifásica. Numa instalação trifásica, um equipamento monofásico desequilibra as fases. A Deye tem híbridos monofásicos e trifásicos para baterias de baixa tensão; o modelo de 6 kW do manual que citamos é monofásico: é à sua saída que se ligam os aparelhos e os motores monofásicos da casa.
Os motores trifásicos, como algumas bombas de furo, pesam na escolha. Para os ter no backup, a saída tem de ser trifásica: com um híbrido trifásico ou, segundo o manual, com três monofásicos iguais em paralelo, um em cada fase. Em regra, um híbrido trifásico custa mais do que um monofásico da mesma potência: veja quanto custa um inversor híbrido.
A fatura mostra a potência contratada (veja como ler a fatura de eletricidade); se não sabe se a ligação é monofásica ou trifásica, confirmamos na visita técnica.
Em resumo, pela ligação da casa e pelos motores que ficam no backup:
| A sua casa | Inversor híbrido | Porquê |
|---|---|---|
| Ligação monofásica | Monofásico | Acompanha a ligação; os aparelhos e os motores monofásicos ligam-se à saída de backup |
| Ligação trifásica, sem motores trifásicos no backup | Em regra, trifásico | Um equipamento monofásico desequilibra as fases |
| Ligação trifásica, com motores trifásicos no backup, como algumas bombas de furo | Trifásico | A saída de backup tem de ser trifásica |
| Não sabe qual é a sua | Confirmamos na visita técnica, que é gratuita | O tipo de ligação é um dos pontos que verificamos no quadro, na visita técnica |
Que potência: porque 6 kW numa casa
Num sistema solar há duas potências. A dos painéis, em kWp (potência de pico), escolhe-se pelo consumo anual: veja quantos painéis precisa para o seu consumo. A do inversor, em kW, é o que entrega à casa em cada momento; escolhe-se pelos aparelhos que trabalham ao mesmo tempo, com os arranques dos motores. No sistema de referência, 10 painéis de 585 Wp (5,85 kWp) trabalham com um híbrido de 6 kW.
Com rede e sem rede, o limite muda
Com a rede presente, a saída de backup do Deye de 6 kW deixa passar até 40 A vindos da rede, segundo o manual: chega para os 30 A de uma casa monofásica com 6,9 kVA contratados.
Sem rede, o limite é o menor entre o do inversor e o da bateria. O inversor tem 6 000 W de potência nominal e admite o dobro durante 10 segundos, para os arranques. A ficha do módulo Blue Carbon de 15,36 kWh indica 100 A em contínuo (cerca de 5,1 kW a 51,2 V) e 300 A durante 10 segundos. Com sol, os painéis ajudam, dentro do limite do inversor.
Por isso a bateria também se escolhe pela potência: veja que bateria escolher. O que fica no backup, os módulos de bateria e o inversor decidem-se no projeto.
Inversor Deye 6 kW (SUN-6K-SG05LP1-EU-AM2-P): ficha técnica
| Característica | Deye SUN-6K-SG05LP1-EU-AM2-P (ficha do fabricante) |
|---|---|
| Potência ativa nominal | 6 000 W |
| Potência aparente máxima | 6 600 VA |
| Pico sem rede | O dobro da potência nominal, durante 10 segundos |
| Passagem da rede para a casa | Até 40 A em contínuo |
| Ligação | Monofásica, 230 V (fase, neutro e terra) |
| Entradas de painéis | 2 seguidores MPPT, uma fileira em cada |
| Bateria | Chumbo-ácido ou lítio, de 40 a 60 V, uma entrada; carga e descarga até 135 A |
São valores do fabricante, não medições nossas.
Que inversor híbrido por potência: 3,6, 5, 6, 8 e 10 kW
Na série monofásica da Deye do sistema de referência (SG05LP1-EU-AM2-P), cada potência tem limites próprios: o que o inversor deixa passar da rede para a casa e a corrente com que carrega e descarrega a bateria. Os valores são da ficha do fabricante, na versão de 11 de setembro de 2026; a potência contratada que cada passagem cobre é um cálculo nosso, a 230 V.
| Deye | Potência nominal | Passagem da rede para a casa | Bateria, corrente máxima |
|---|---|---|---|
| 3,6 kW | 3 600 W | 35 A: cobre até 6,9 kVA contratados | 90 A |
| 5 kW | 5 000 W | 35 A: cobre até 6,9 kVA | 120 A |
| 6 kW (sistema de referência) | 6 000 W | 40 A: cobre até 6,9 kVA | 135 A |
| 8 kW | 8 000 W | 50 A: cobre até 10,35 kVA | 190 A |
| 10 kW | 10 000 W | 50 A: cobre até 10,35 kVA | 210 A |
Em todos, o pico sem rede é o dobro da potência nominal durante 10 segundos, para os arranques dos motores. Do 3,6 ao 6 kW, cada um dos dois seguidores MPPT recebe uma fileira de painéis; nos maiores, duas. A série tem ainda modelos de 7 e 7,6 kW, com 50 A de passagem.
Numa casa monofásica com 6,9 kVA contratados (30 A a 230 V), qualquer um dos cinco deixa passar a potência contratada: a escolha faz-se pelos painéis e pelo que tem de funcionar sem rede, onde vale o menor entre o limite do inversor e o da bateria (veja com rede e sem rede, o limite muda). Com 10,35 kVA (45 A), só os modelos de 7 a 10 kW deixam passar a potência contratada. Acima disso, a solução estuda-se no projeto.
Comparámos modelos de várias marcas, de Huawei a Victron, com as fichas técnicas: veja qual é, na nossa opinião, o melhor inversor híbrido para cada caso.
Quanto custa um inversor híbrido
Aqui não damos o preço do inversor sozinho. Numa obra, o inversor é uma parte do sistema, com os painéis, a bateria, as proteções, o registo e a monitorização, e é o preço do conjunto que serve para decidir. O do inversor muda com a potência e com a ligação: em regra, um trifásico custa mais do que um monofásico da mesma potência.
O nosso sistema de referência, com 10 painéis de 585 Wp, o Deye de 6 kW e uma bateria Blue Carbon de 15,36 kWh, custa 8 990 € com IVA, chave na mão, numa instalação em condições padrão (preço a 19 de outubro de 2026). O que inclui e o que faz variar o preço está em quanto custa um sistema com bateria.
A saída de backup e a passagem automática
A saída «Load» é a que o inversor alimenta quando a rede cai. No backup geral, ligamos o quadro da casa toda a essa saída. Com baterias, numa falha de rede a casa passa automaticamente para as baterias e os painéis, que continuam a produzir com sol; quando a rede regressa, a casa volta a ligar-se a ela sozinha. Um Deye de 6 kW com uma bateria Blue Carbon de 15 kWh arranca bombas e ar condicionado em modo ilha: nos arranques, o inversor admite o dobro da potência e a bateria 300 A, durante 10 segundos. O que funciona num apagão e durante quanto tempo está em backup da casa toda num apagão.
Bateria e compatibilidade
Com baterias de lítio, o Deye de 6 kW ajusta a carga ao sistema de gestão da própria bateria (BMS). Instalamos baterias Blue Carbon de lítio-ferro-fosfato, a 51,2 V. Deye e Blue Carbon são compatíveis de origem, por parceria entre os fabricantes. Se já tem um inversor híbrido de outra marca, verificamos a compatibilidade antes de propor. Para que serve no dia a dia, veja porque compensa ter bateria.
Inversor com bateria integrada
Existe: há conjuntos que juntam o inversor híbrido e a bateria no mesmo armário. A própria Deye tem séries assim, com o inversor e módulos de bateria de 5,12 kWh a 51,2 V empilhados no mesmo conjunto, segundo a ficha. Nós instalamos o inversor e a bateria em separado, um Deye com uma Blue Carbon. Na nossa opinião, assim há mais liberdade: a bateria escolhe-se pela capacidade e pela potência de que a casa precisa. Como a escolher está em bateria para painéis solares.
Funciona sem bateria? Liga-se, mas não o recomendamos
Um inversor híbrido liga-se sem bateria. Fica mais barato, mas não o recomendamos. Sem bateria, a energia que não consome no momento vai, em regra, para a rede, entregue sem valorização ou vendida; e a energia vendida tende a valer menos por kWh do que a eletricidade que compra. Sem baterias, também não há backup: num apagão, o sistema desliga. Veja o que vale o excedente vendido.
Registo e regras
O inversor faz parte da unidade de produção para autoconsumo (UPAC). Até 30 kW de potência instalada, a regra é a comunicação prévia na DGEG. Havendo produção e armazenamento, pode aplicar-se o procedimento mais exigente; o título aplicável confirma-se no projeto. Tratamos nós do procedimento e, no sistema de referência, está incluído no preço. Acima de 30 kW e até 1 MW, há registo prévio e certificado de exploração, e a obra só começa depois do registo. Os escalões estão em registo da UPAC.
O inversor traz também as proteções de ligação à rede. Segundo a E-REDES, até 250 kW mantém-se a dispensa das proteções de interligação e homopolar, se os inversores tiverem as proteções exigidas para a inclusão na lista de equipamento publicada pela DGEG. Em média tensão, a E-REDES considera mais adequado instalá-las mesmo assim. Segundo a DGEG, a entidade instaladora ou o técnico responsável deve assegurar que a UPAC e os equipamentos instalados estão certificados e, em particular, que os inversores e as parametrizações utilizadas estão conformes.
Monitorização e local de instalação
O ecrã do inversor mostra a produção, a bateria, a rede e o consumo; à distância, acompanha-se por Wi-Fi. No sistema de referência, a monitorização e o acompanhamento estão incluídos no preço.
O inversor é IP65, para exterior, mas o manual pede que fique fora do sol direto, da chuva e da neve, e reduz a potência acima de 45 °C: escolhe-se um sítio abrigado e arejado.
Quanto dura e que garantia tem
A ficha da Deye não indica uma vida útil em anos: indica a garantia, de 5 anos, até 10 anos conforme o país da instalação, segundo a política de garantia do fabricante. O prazo que se aplica à sua instalação fica escrito na proposta.
Já tem painéis com inversor de rede?
Se o inversor que tem já é híbrido, junta-se a bateria. Se é de rede e não admite bateria, recomendamos trocá-lo por um híbrido; com microinversores, há dois caminhos. Os três casos estão no guia para acrescentar bateria a painéis já instalados.
Perguntas frequentes
O que é um inversor híbrido?
É o inversor que liga os painéis, a bateria, a casa e a rede no mesmo equipamento. Converte a energia dos painéis, gere a bateria e, com baterias e o quadro ligado à saída de backup, passa a casa automaticamente para elas e para os painéis numa falha de rede.
Um inversor híbrido funciona sem bateria?
Liga-se e funciona, mas não o recomendamos. Sem bateria, a energia que não consome no momento vai, em regra, para a rede, onde tende a valer menos por kWh do que a eletricidade que compra. E, sem baterias, não há backup num apagão.
Qual a diferença entre inversor híbrido e inversor normal?
O inversor normal, de rede, converte a energia dos painéis, mas não gere bateria e desliga-se quando a rede falha. O híbrido gere também a bateria e, com baterias e o quadro ligado à saída de backup, passa a casa automaticamente para elas e para os painéis numa falha de rede.
Quanto custa um inversor híbrido?
Não damos o preço do inversor sozinho: numa obra, conta o preço do sistema completo. O nosso sistema de referência, com 10 painéis, um híbrido Deye de 6 kW e uma bateria Blue Carbon de 15,36 kWh, custa 8 990 € com IVA, chave na mão, numa instalação em condições padrão (preço a 19 de outubro de 2026).
Quanto dura um inversor híbrido e que garantia tem?
A ficha da Deye não indica uma vida útil em anos; indica uma garantia de 5 anos, até 10 anos conforme o país da instalação, segundo a política de garantia do fabricante. O prazo que se aplica fica escrito na proposta.
Inversor híbrido monofásico ou trifásico?
Em regra, acompanha a ligação da casa: monofásico numa casa monofásica, trifásico numa trifásica. Numa instalação trifásica, um equipamento monofásico desequilibra as fases. Se não sabe qual é a sua ligação, confirmamos na visita técnica.
Que inversor híbrido para uma casa com 6,9 kVA?
Numa casa monofásica com 6,9 kVA contratados (30 A a 230 V), serve o Deye de 6 kW do sistema de referência: com rede, deixa passar até 40 A para a casa; sem rede, vale o menor entre os 6 000 W do inversor e o limite da bateria (com um módulo Blue Carbon de 15,36 kWh, cerca de 5,1 kW em contínuo). Os outros modelos estão na tabela por potência, e o que fica no backup decide-se no projeto.
Existe inversor híbrido com bateria integrada?
Existe: há conjuntos que juntam o inversor e a bateria no mesmo armário, e a Deye tem uma série assim. Nós instalamos o inversor Deye e a bateria Blue Carbon em separado, compatíveis de origem, pelas razões que explicamos em inversor com bateria integrada.
É preciso um inversor híbrido para vender o excedente?
Não. Para vender o excedente, a instalação tem de ter o procedimento da DGEG concluído, com injeção na rede (até 30 kW, comunicação prévia), e contrato com um comercializador ou um agregador; um inversor de rede também entrega o excedente à rede. O híbrido acrescenta a bateria: guarda primeiro o que sobra para a noite, porque o kWh vendido tende a valer menos do que a eletricidade que compra.
Posso trocar o meu inversor por um híbrido?
Sim, em muitos casos. Em regra, os painéis ficam: troca-se o inversor e junta-se a bateria. Com microinversores, o caminho é outro. Envie uma fotografia da etiqueta do inversor e uma fatura, e dizemos qual se aplica.
Peça a proposta com a sua fatura
O inversor, a bateria e a potência escolhem-se com os seus consumos, não por catálogo. Para começar basta uma fatura de eletricidade: com ela dimensionamos o sistema, fazemos a conta com os seus números e marcamos a visita técnica gratuita.
Pedir a minha proposta ou deixar o contacto no formulário curto — Mickael · 928 063 925 · geral@jpsolarsolutions.pt · dias úteis, das 09h às 13h e das 14h às 18h.
A JP Solar Solutions projeta e instala autoconsumo, armazenamento e carregamento de veículos elétricos no Centro e Norte, com equipa própria a partir de Esmolfe, Penalva do Castelo. Instalamos, por exemplo, em Viseu, na Guarda, em Lamego e no Douro Sul e em Seia e na Serra da Estrela. Alvará IMPIC 112765 (classe 3). Entidade instaladora EI n.º 3369 e técnico responsável Mickael Antunes, DGEG 89244.
Fontes
- Deye — Ficha técnica da série SUN-3.6K a 10K-SG05LP1-EU-AM2-P (PDF de 11 de setembro de 2026): características dos modelos de 3,6 a 10 kW, garantia e normas de ligação à rede (p. 2), períodos de carga e descarga e baterias em paralelo (p. 1); manual da mesma série (PDF de 12 de agosto de 2025): características (pp. 50 e 51); ligações, modos, ecrã, local e paralelo (pp. 3 a 43).
- Deye — Inversores híbridos: séries monofásicas e trifásicas para baterias de baixa tensão.
- Deye — Ficha do conjunto «tudo em um» AI-W5.1-3.6/5/6/7.6/8P1-EU-B-ESS (PDF, versão 3.0): inversor híbrido monofásico e bateria no mesmo conjunto, módulos de 5,12 kWh a 51,2 V (nesta ficha, modelos de 3,6 a 8 kW).
- Blue Carbon — Ficha da bateria BCT-V-48-300 (PDF): 15,36 kWh, 51,2 V, 100 A em contínuo, 300 A durante 10 s.
- E-REDES — Ligação até 250 kW: dispensa de proteções até 250 kW (Despacho n.º 30/2018 da DGEG) e média tensão.
- DGEG — Bolsa de equipamentos: equipamentos certificados e deveres da entidade instaladora.
- DGEG — Pedido de inscrição e registo: comunicação prévia até 30 kW.
- Decreto-Lei n.º 15/2022, versão consolidada, com o Decreto-Lei n.º 130/2026: artigo 11.º, n.os 3 a 7, e artigo 84.º, n.º 3.
- Fonte secundária: Canal Solar (Brasil) — artigo de Marcelo Villalva sobre inversores híbridos e inversores isolados, atualizado a 23 de maio de 2025: aparelhos vendidos como híbridos que são inversores-carregadores.
- Sistema de referência e o que inclui o preço: quanto custam painéis solares com bateria em 2026.
Consultadas a 19 de outubro de 2026: as fichas da Deye e da Blue Carbon, as páginas da E-REDES e da DGEG e o artigo do Canal Solar. O manual da Deye foi consultado a 10 de outubro de 2026 e as restantes fontes a 8 de outubro de 2026.