Acrescentar bateria aos painéis solares que já tem
Em muitos casos, sim: dá para acrescentar bateria a um sistema solar que já existe. Com inversor híbrido e baterias, passa a usar à noite a energia que hoje vai para a rede e, numa falha de rede, a casa toda passa automaticamente para as baterias e os painéis. Para começar, basta uma fotografia da etiqueta do inversor e uma fatura de eletricidade.
Avaliamos o sistema e fazemos o projeto, a instalação e o procedimento da UPAC na DGEG, com equipa própria a partir de Esmolfe, Penalva do Castelo. Pedir a avaliação do meu sistema.
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Porque é que o seu sistema desliga num apagão
Um inversor ligado à rede tem de se separar dela quando a rede falha. É uma proteção de segurança chamada anti-ilhamento: impede que um troço da rede dado como desligado fique com tensão enquanto alguém lá trabalha. Não é avaria; é o que um sistema comum faz, mesmo com sol. Para ter energia num apagão faltam-lhe duas peças: um inversor híbrido, capaz de alimentar a casa separada da rede, e uma bateria que guarde energia para quando não há sol. Explicamos em pormenor em tenho painéis solares e mesmo assim fiquei sem energia durante o apagão.
Três caminhos, conforme o inversor que já tem
É o inversor existente que decide a solução. Por isso, a primeira coisa que pedimos é uma fotografia da etiqueta dele.
O inversor já é híbrido: junta-se a bateria
Há sistemas instalados com inversor híbrido, mas sem bateria. Nesse caso, junta-se a bateria e liga-se o quadro da casa à saída de backup do inversor, quando a tem. Antes de propor, confirmamos o modelo, as baterias que aceita e o estado do quadro.
Inversor de rede que não admite bateria: troca por híbrido ou segundo equipamento
Ou se troca o inversor por um híbrido, que passa a gerir painéis, bateria, casa e rede no mesmo equipamento, ou se mantém o inversor atual e se junta um segundo equipamento em corrente alternada, com a bateria. Recomendamos o inversor híbrido. A escolha final faz-se na visita, pela potência e pelo estado do inversor atual e pelo quadro elétrico.
Microinversores: bateria acoplada em corrente alternada, ou o campo passa para um híbrido
Com microinversores não há um inversor único a trocar. Ou se junta uma bateria acoplada em corrente alternada, ou se retiram os microinversores e se liga o campo de painéis a um inversor híbrido, o que obriga a refazer a cablagem dos painéis. A visita mostra qual das duas compensa no seu telhado.
Backup da casa toda, com passagem automática
Com inversor híbrido e baterias, o backup pode ser geral: numa falha de rede, a casa toda passa automaticamente para as baterias e os painéis, e volta à rede sozinha quando ela regressa. Com sol, os painéis continuam a produzir e a recarregar as baterias durante o apagão. A passagem é automática e rápida: no manual da Deye, o atraso até o inversor voltar a dar energia («Backup Delay») é configurável, com 3 ms como exemplo; um aparelho que não admite qualquer corte, como um servidor, leva uma UPS dedicada.
Na instalação ligamos o quadro da casa à saída de backup, definimos o esquema de neutro e terra para o modo ilha, verificamos os diferenciais, ensaiamos a passagem e sinalizamos a alimentação alternativa no quadro. Que cargas se mantêm e como se dimensiona a potência está em solar com backup: o que funciona quando falta a luz.
Quanto guardar: a capacidade da bateria
A bateria não produz energia: guarda o excedente do meio-dia e devolve-o ao fim do dia e à noite. A capacidade escolhe-se por dois números, o excedente ao meio-dia e o consumo depois do pôr do sol, que estão no diagrama de carga quarto-horário do Balcão Digital da E-REDES. Uma bateria maior do que o excedente diário não chega a encher; uma mais pequena do que o consumo da noite esvazia antes do amanhecer. Porque compensa guardar o excedente, mesmo sem apagões, está em autoconsumo com bateria: porque compensa guardar o excedente.
Uma ordem de grandeza: um módulo Blue Carbon de 15,36 kWh, com a profundidade de descarga de 80 % da ficha, dá cerca de 12,3 kWh úteis. Com uma média de 400 W ligados durante um corte, são cerca de 30 horas; com 1 000 W, cerca de 12 horas, antes das perdas de conversão. Com sol, os painéis repõem a carga. Que capacidade e que tipo de bateria escolher está em baterias para painéis solares: como escolher.
Potência e arranques: bombas de furo e ar condicionado
Os kWh dizem quanto a bateria guarda; a corrente de descarga diz quanto pode dar em cada momento. A ficha do módulo Blue Carbon BCT-V-48-300 indica 100 A em contínuo e 300 A durante 10 segundos, para os arranques, e o inversor Deye admite, em modo ilha, o dobro da potência nominal durante 10 segundos. Na nossa experiência de obra, um inversor Deye de 6 kW com um módulo Blue Carbon de 15 kWh arranca bombas de furo e ar condicionado em modo ilha, mesmo sem sol.
Que equipamento instalamos
- Inversores híbridos Deye (veja como funciona um inversor híbrido), monofásicos ou trifásicos, conforme a ligação da casa: numa instalação trifásica, um equipamento monofásico desequilibra as fases.
- Baterias Blue Carbon de lítio-ferro-fosfato (LiFePO4). O módulo BCT-V-48-300 tem 15,36 kWh a 51,2 V e, segundo a ficha, mais de 6 000 ciclos.
Deye e Blue Carbon são compatíveis entre si. Se o seu inversor híbrido for de outra marca, verificamos a compatibilidade antes de propor. Como comparamos as marcas está em marcas de inversores e baterias: a nossa opinião.
O que verificamos na visita
- Inversor: marca, modelo e potência, se tem saída de backup e que baterias aceita; com microinversores, a cablagem dos painéis.
- Painéis: número, potência e ligação em fileiras, para confirmar que servem ao inversor híbrido.
- Quadro elétrico: espaço para as proteções novas, estado das proteções existentes e circuito de terra, que se mede e não se presume.
- Espaço para a bateria: temperatura, ventilação, acesso e distância ao inversor; a ficha da Blue Carbon recomenda funcionamento entre 10 °C e 40 °C.
- Ligação à rede: monofásica ou trifásica, potência contratada e o enquadramento da UPAC já registada.
- Consumos: a fatura, o diagrama de carga e as cargas com arranque forte que quer manter num apagão, como bombas de furo ou ar condicionado.
A visita é gratuita e a proposta sai depois dela, com o que fica incluído por escrito. Veja o que verificamos na visita técnica.
O que muda no registo da UPAC
Acrescentar uma bateria altera a unidade de produção para autoconsumo (UPAC). Na lei, a potência instalada é a dos equipamentos de produção ou de armazenamento; com baterias, conta a potência nominal de saída dos inversores (Decreto-Lei n.º 15/2022, artigo 3.º, alínea fff)). Havendo produção e armazenamento, pode aplicar-se o procedimento de controlo prévio mais exigente (artigo 11.º, n.º 7).
Até 30 kW, a regra é a comunicação prévia; acima, registo prévio e certificado de exploração. Segundo a DGEG, a alteração da potência instalada faz-se por pedido de alteração, e o aumento da potência de injeção na rede exige novo registo. O enquadramento do seu caso fica definido no projeto e o procedimento é tratado por nós. Os escalões estão em UPAC em 2026: registo, licenciamento e o que muda com a potência.
Quanto custa e como se paga
O preço depende sobretudo do inversor que já tem (se fica ou se é trocado), da capacidade da bateria, da ligação monofásica ou trifásica e do trabalho no quadro. Fechamos o valor depois da visita técnica, numa proposta com tudo o que fica incluído. O preço de referência de um sistema novo completo, com bateria, está em quanto custam painéis solares com bateria em 2026.
O pagamento é de 60 % na adjudicação e 40 % após instalação e comissionamento.
Numa exploração agrícola, o aviso AAC n.º 04/2026 do IFAP prevê apoio a baterias a 280 €/kWh, também em instalações que já têm painéis, para produtores de leite e explorações com compromissos «Uso Eficiente da Água». O estado do aviso está em apoio IFAP à eficiência energética na agricultura.
Perguntas frequentes
Tenho de trocar os painéis?
Em regra, não. Os painéis ficam; troca-se o inversor, ou junta-se um segundo equipamento, e acrescenta-se a bateria. Na visita confirmamos que as fileiras de painéis servem ao inversor híbrido. Com microinversores, se o campo passar para um inversor híbrido, refaz-se a cablagem dos painéis.
A bateria só serve para os apagões?
Não. Todos os dias guarda o excedente do meio-dia e devolve-o ao fim do dia e à noite. Sem bateria, esse excedente vai, em regra, para a rede: entregue sem valorização ou, com contrato, vendido a um valor que tende a ser inferior ao da eletricidade que compra.
Se desligar o disjuntor geral, a casa fica sem tensão?
Não necessariamente. Com o backup ativo, desligar o geral da rede não garante que a casa ficou sem tensão, porque as baterias podem continuar a alimentá-la. Por isso sinalizamos a alimentação alternativa no quadro, e qualquer intervenção na instalação elétrica deve ser feita por um técnico.
O processo na DGEG fica do vosso lado?
Sim. Tratamos do procedimento que a alteração exigir: pedido de alteração, comunicação prévia ou registo.
Peça a avaliação do seu sistema
Envie a fatura de eletricidade no pedido de orçamento e a fotografia da etiqueta do inversor por email ou por WhatsApp para o 928 063 925. Com isso dizemos qual dos caminhos se aplica e marcamos a visita técnica gratuita.
Pedir a avaliação do meu sistema — Mickael · 928 063 925 · geral@jpsolarsolutions.pt · dias úteis, das 09h às 13h e das 14h às 18h. Em Lamego e no Douro Sul, e em Seia e na Serra da Estrela, tem um contacto local: veja quem o acompanha.
A JP Solar Solutions projeta e instala autoconsumo, baterias e sistemas com backup no Centro e Norte, com equipa própria a partir de Esmolfe, Penalva do Castelo. Alvará IMPIC 112765 (classe 3). Entidade instaladora EI n.º 3369 e técnico responsável Mickael Antunes, DGEG 89244.
Fontes
- Diário da República — Decreto-Lei n.º 15/2022, versão consolidada (com as alterações do Decreto-Lei n.º 99/2024 e do Decreto-Lei n.º 130/2026): artigo 3.º, alínea fff) (potência instalada), e artigo 11.º, n.os 3, 4 e 7 (controlo prévio).
- DGEG — Alterações de UPAC: pedido de alteração da potência instalada e novo registo para aumento da potência de injeção na rede.
- Blue Carbon — Ficha técnica da bateria BCT-V-48-300: 15,36 kWh, 51,2 V, profundidade de descarga superior a 80 %, 100 A em contínuo, 300 A durante 10 s, mais de 6 000 ciclos e temperatura recomendada de 10 °C a 40 °C.
- Deye — Manual da série SUN-3.6K a 10K-SG05LP1-EU-AM2-P (PDF de 12 de agosto de 2025), a do SUN-6K-SG05LP1-EU-AM2-P que instalamos: saída de backup e «Backup Delay», atraso configurável com 3 ms como exemplo (p. 43). Ficha técnica da mesma série (PDF de 11 de setembro de 2026): pico sem rede do dobro da potência nominal durante 10 s (p. 2).
- Deye — Inversores híbridos: séries monofásicas e trifásicas para baterias de baixa tensão.
- E-REDES — Autoconsumo individual: perguntas frequentes: diagrama de carga quarto-horário no Balcão Digital.
- ERSE — Perguntas frequentes sobre o autoconsumo (PDF): o excedente pode ser armazenado, cedido à rede ou vendido com contrato.
Fontes consultadas a 2 de outubro de 2026; a ficha e o manual da Deye, a 10 de outubro de 2026.